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Para quem pensava que a Robust que ia vir, se enganou! Veio a Amarok |
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Linhas limpas, sem cafonice cromada. A transmissão tem caixas de transferência e reduzida |
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Por dentro um acabamento digno de um Golf ou Passat |
Desde o começo, notamos que a Amarok é uma picape fora do comum: o motor diesel está ligado, mas a alavanca de marcha não trepida.
Daí, outra surpresa. O curso da alavanca é curto e justo. "Clic" e a primeira está engrenada... "clic" e já estamos em segunda (por hora não haverá câmbio automático).
Seu acabamento interno é sóbrio e caprichado. Lembra Golf e Passat. No banco traseiro, espaço - nada daquela posição ''joelho na boca'', tão comum em picapes. A caçamba leva até 1.047kg.
Um bom motorO motor é pequeno, de 1.970cm³ e, para mover a Amarok de quase duas toneladas (sem nenhuma carga) recebeu dois turbos e rende 163 cv. Na estrada estava bem disposta e nem parecia que tinha pequena cilindrada - a picape mantém uma velocidade de 120 km/h sem qualquer esforço, como se não fosse nem com ela...
Importada da Alemanha, o motor traz o que há de mais moderno para poluir pouco. O consumo também é baixo: entre asfalto e trilhas, fizemos médias próximas aos 10 km/l. O que assusta é abrir o capô e encontrar um "ninho de rato" formado por tubulações e cabos. Os mecânicos acostumados a trabalhar com motores a diesel mais simples vão se benzer ao ver a encrenca...
A suspensão é bem mais suave que o de outras picapes médias que conhecemos. A Amarok não balança e nem ameaça - e ainda tem auxílio de um controle eletrônico de estabilidade (ESP) opcional. Chegamos a uma trilha pesada, apertamos a tecla de 4x4 com reduzida e a eletrônica entra em ação Basta segurar o volante e tirar os pés dos pedais que a picape sobe sozinha uma inclinação gigante. Depois, desce: por conta própria, vai freando e segurando o corpanzil ladeira abaixo.
Versão cara no inícioA Amarok é feita na Argentina, país escolhido para esse teste de lançamento. O preço é de R$ 119.470.
Até o fim desse ano, chegarão versões mais em conta: uma será a diesel, mas com apenas um turbo (e 120 cv), e outra terá motor a gasolina de 2 litros, também turbinado. E haverá, ainda, Amarok com cabine simples e acabamento mais rústico. Sem titubear, afirmo: a Amarok é uma boa picape média e parece estar dez anos à frente da concorrência. O problema é se toda essa sofisticação tecnológica der defeitos lá no meio do mato. Tem gente que prefere usar coisa mais simples no interior do país.